segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ainda

Às vezes faço versos na brisa azul da manhã
Não são versos imensos porque a alegria
Deixa, destarte, os versos mais curtos
Mas ainda faço versos como quem brinca
Ou tece fios de sentimentos numa fronha de verdades
Às vezes faço versos recheados de lembranças
Todas elas numa teia bela da necessidade de existir
Faço versos menores hoje, versos sorridentes
Corriqueiros versos distraídos de quem já não somente sonha
Ainda faço versos na cadência sincera das horas
Faço os versos e namoro a minha nova capacidade de criar
Criar na felicidade, a novidade de escrever assim
Ainda faço versos
pra vocês
pra ele
pra nós
e principalmente pra mim
ainda faço versos...