Cresci ouvindo as pessoas dizendo
que eu era filha de um homem louco
Fui aos poucos avaliando o que os outros
consideravam como loucura naquele homem
Olhava para ele ali na mesa
os gestos, o estilo, as frases
Na verdade eu não estava procurando por ele
estava procurando a tal da loucura
Ele me disse certo dia que
Quando alguém quer algo, vai lá e faz
sem rodeios, sem desculpas, sem meio termo
vai lá e faz
Então assustada eu indaguei
Mas e se não der pra ir ou pra fazer?
O que a pessoa que quer faz?
Ele respondeu assim
Se não der é porque a pessoa não quer
No querer não existe este troço de não dá
Quando alguém quer algo, vai lá e faz
repetiu ele, dando por encerrada a questão
Foi aí que eu conheci a famosa loucura de meu pai
e compreendi que aquilo que passaram a vida toda
me ensinando que era a loucura de um homem
Era na verdade o que eu queria ter
A certeza do QUERER
...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Agenda II
Ausência de hora para surgir
Sem data ou predeterminação
Codificou o calendário
Num momento vário
Pegou de supetão
Os meus verbetes condensados
Receitados
Renovados em minha mão
Assim resolvi hoje rimar
Com a mesma despretensão
Que não se escolhe amar
Planejar
Habituar
Continuar
Segurando a nectarina na mão distraída
Olhando o passar traquinas da vida
Até ele surgir nas páginas da agenda amada
Até a febre voltar e largar a fruta
Abrupta
Na inobservâncias das horas
Demora
Devora
A agenda lá parada
Remendada de nada
A janela de msn elevada
Espalhadas
Palavras
Desculpas
Os "Eu te amo" vários
Sem horário
E sonhei
Amor
Mais uma vez me aglutinei
E na agenda anotei
A velha dor
...
Sem data ou predeterminação
Codificou o calendário
Num momento vário
Pegou de supetão
Os meus verbetes condensados
Receitados
Renovados em minha mão
Assim resolvi hoje rimar
Com a mesma despretensão
Que não se escolhe amar
Planejar
Habituar
Continuar
Segurando a nectarina na mão distraída
Olhando o passar traquinas da vida
Até ele surgir nas páginas da agenda amada
Até a febre voltar e largar a fruta
Abrupta
Na inobservâncias das horas
Demora
Devora
A agenda lá parada
Remendada de nada
A janela de msn elevada
Espalhadas
Palavras
Desculpas
Os "Eu te amo" vários
Sem horário
E sonhei
Amor
Mais uma vez me aglutinei
E na agenda anotei
A velha dor
...
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Agenda I
Agendei todas as tarefas para ontem
Larguei os apontamentos numa agenda nova
Que não pretendo abrir
Anotei os nomes que quero esquecer
Um a um
E no instante de anotar
Já havia esquecido todos
Perdi o celular de propósito
Tentarão em vão me encontrar
Não quero obrigar ninguém a se lembrar
Desejo que pareça coisa do acaso, o descaso
Que não é descaso, é renovação
Não é nada
Que tenham falado, feito ou testato
São novos ares, novas viagens de percepção
Cortei alguns retratos, fiz várias montagens
Do que nunca ocorreu
Amontoei tudo na agenda nova
Que não ousarei queimar
Ao menos desta vez não
E olhei calada
Na nova agenda amada
Algumas repetições
Algumas velhas existências
Que não rasgarei
Que não deletarei
Que não esquecerei
Por escolha? Claro que não
Por opção? Tampouco
São marcas d'água nas minhas cédulas vivas
Nos documentos que chegaram até mim por resolução
Da vida, do destino, dos desejos, da emoção
São insistências
Insistências teimosinhas junto a mim
Que me levam até a curiosidade
De mais uma vez vivê-las, degustá-las
Em saudade, poesia e canção
E uma daquelas, verbi gratia
No canto mais empoeirado
Da agenda nova vislumbrei:
VOCÊ...
Larguei os apontamentos numa agenda nova
Que não pretendo abrir
Anotei os nomes que quero esquecer
Um a um
E no instante de anotar
Já havia esquecido todos
Perdi o celular de propósito
Tentarão em vão me encontrar
Não quero obrigar ninguém a se lembrar
Desejo que pareça coisa do acaso, o descaso
Que não é descaso, é renovação
Não é nada
Que tenham falado, feito ou testato
São novos ares, novas viagens de percepção
Cortei alguns retratos, fiz várias montagens
Do que nunca ocorreu
Amontoei tudo na agenda nova
Que não ousarei queimar
Ao menos desta vez não
E olhei calada
Na nova agenda amada
Algumas repetições
Algumas velhas existências
Que não rasgarei
Que não deletarei
Que não esquecerei
Por escolha? Claro que não
Por opção? Tampouco
São marcas d'água nas minhas cédulas vivas
Nos documentos que chegaram até mim por resolução
Da vida, do destino, dos desejos, da emoção
São insistências
Insistências teimosinhas junto a mim
Que me levam até a curiosidade
De mais uma vez vivê-las, degustá-las
Em saudade, poesia e canção
E uma daquelas, verbi gratia
No canto mais empoeirado
Da agenda nova vislumbrei:
VOCÊ...
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Sem escrever agora
somente sentir
e somente sei sentir musicalmente
então segue
a única canção que neste instante
me ocorre:
É só pensar em você
Que muda o dia
Minha alegria dá pra ver
Não dá pra esconder
Nem quero pensar se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu
E eu vou só pensar em você
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
vontade de viver mais
Em paz com o mundo e comigo
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
Em paz com o mundo e consigo
somente sentir
e somente sei sentir musicalmente
então segue
a única canção que neste instante
me ocorre:
É só pensar em você
Que muda o dia
Minha alegria dá pra ver
Não dá pra esconder
Nem quero pensar se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu
E eu vou só pensar em você
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
vontade de viver mais
Em paz com o mundo e comigo
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
Em paz com o mundo e consigo
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Totalidade
Eu tenho tudo
Tenho
Tudo
Tudo mesmo
Mesmo o tudo
Mas o tudo
Tenho que ter
Não sei não ter
Ou ter metade
Só me cabe o tudo
Tenho
Tudo
Mas somente o nada
Me incomoda
O nada me prova
O gosto às vezes amargo
De tudo
Tenho
Continuarei tendo
Tudo
Sou para ter tudo
Tudo me ama
Tudo me procura
Tudo adora ser meu
Tudo vem até mim
Por vontade própria
Não gosto de pedir
Não sei pedir
Senhor Tudo
Moço Tudo
Jovem Tudo
Velho Tudo
Aquele Tudo
Quaisquer Tudo
Tenho mesmo
Tudo
Sou deveras mimada
De Tudo
Estou extremamente mal acostumada
Por Tudo
...
Tenho
Tudo
Tudo mesmo
Mesmo o tudo
Mas o tudo
Tenho que ter
Não sei não ter
Ou ter metade
Só me cabe o tudo
Tenho
Tudo
Mas somente o nada
Me incomoda
O nada me prova
O gosto às vezes amargo
De tudo
Tenho
Continuarei tendo
Tudo
Sou para ter tudo
Tudo me ama
Tudo me procura
Tudo adora ser meu
Tudo vem até mim
Por vontade própria
Não gosto de pedir
Não sei pedir
Senhor Tudo
Moço Tudo
Jovem Tudo
Velho Tudo
Aquele Tudo
Quaisquer Tudo
Tenho mesmo
Tudo
Sou deveras mimada
De Tudo
Estou extremamente mal acostumada
Por Tudo
...
Desnecessariedade
Sim
A palavra é esta mesmo
E não pretendo consultar
O google para sanar dúvidas
Da existência dela
Pouco me importa que exista
Contanto sirva ao meu propósito
De dizer que quero tudo
Tudo com uma fome pretoriana
De mulher menina em loucura morna
De dizeres vários e mimos sequenciais
Não quero limitações, já envelheceram
No primeiro instante que surgiram
Tenho desnecessariedade sim
Pois toda necessidade que tenho
Alimento
Desnecessariedade me pedir cautela
Desnecessariedade me pedir juízo
Desnecessariedade esperar de mim certezas
Toda desnecessariedade de comuns
Enfim
Que já me cansei de escrever
Esta palavra imensa
E só
A palavra é esta mesmo
E não pretendo consultar
O google para sanar dúvidas
Da existência dela
Pouco me importa que exista
Contanto sirva ao meu propósito
De dizer que quero tudo
Tudo com uma fome pretoriana
De mulher menina em loucura morna
De dizeres vários e mimos sequenciais
Não quero limitações, já envelheceram
No primeiro instante que surgiram
Tenho desnecessariedade sim
Pois toda necessidade que tenho
Alimento
Desnecessariedade me pedir cautela
Desnecessariedade me pedir juízo
Desnecessariedade esperar de mim certezas
Toda desnecessariedade de comuns
Enfim
Que já me cansei de escrever
Esta palavra imensa
E só
Quedar inerte
Olhei as mãos novamente
Aquelas mãos que me remetiam a infância
Nos moldes de minha mãe tentando alçar
Minha alma à produção de Luzes da Ribalta
Quedei inerte absorta nas mãos
Soltas no ar com uma desenvoltura guerra
Única, musical, ainda que sem som
Namorei aquelas mãos, a inocência em disfarce
As mãos
Sempre aquelas mãos
Que me dedilham sonhos
Não eróticos como julgará afoito o leitor
Sonhos infantis de carinho e paz
Quedei inerte olhando as mãos digladiando no ar
Sinceras, firmes, a devorar o nada
As mãos cujos contornos decorei folgazã
E em delírios de menina, imaginei nas minhas
Tantas e complexas vezes
Quedei
Mais uma vez quedei inerte
Ante a beleza daquelas mãos
Tão preciosas a mim
Encanto mora mais no movimento ou
Nas mãos propriamente ditas?
Ousarão indagar
E matreira, responderei:
Em ambos
Num uníssono surreal semi melancólico
O silêncio daquelas mãos me inquieta
O som que aquelas mãos provoca me esvazia
Da fome de excentricidade e exagero
E por instantes coloquiais
Sou jogada em mundo próprio,
Desmistificador metafórico
E?
Quedo inerte a fome de beijar as mãos
Amadas, adoradas, necessárias
Perderia toda minha coleção de anéis
Em cada um daqueles nós de dedos ufanizados
Quedei
Quedei sim, inerte
Mais uma vez diante daquelas mãos
No universo quase palpável
de olhá-las
...
Aquelas mãos que me remetiam a infância
Nos moldes de minha mãe tentando alçar
Minha alma à produção de Luzes da Ribalta
Quedei inerte absorta nas mãos
Soltas no ar com uma desenvoltura guerra
Única, musical, ainda que sem som
Namorei aquelas mãos, a inocência em disfarce
As mãos
Sempre aquelas mãos
Que me dedilham sonhos
Não eróticos como julgará afoito o leitor
Sonhos infantis de carinho e paz
Quedei inerte olhando as mãos digladiando no ar
Sinceras, firmes, a devorar o nada
As mãos cujos contornos decorei folgazã
E em delírios de menina, imaginei nas minhas
Tantas e complexas vezes
Quedei
Mais uma vez quedei inerte
Ante a beleza daquelas mãos
Tão preciosas a mim
Encanto mora mais no movimento ou
Nas mãos propriamente ditas?
Ousarão indagar
E matreira, responderei:
Em ambos
Num uníssono surreal semi melancólico
O silêncio daquelas mãos me inquieta
O som que aquelas mãos provoca me esvazia
Da fome de excentricidade e exagero
E por instantes coloquiais
Sou jogada em mundo próprio,
Desmistificador metafórico
E?
Quedo inerte a fome de beijar as mãos
Amadas, adoradas, necessárias
Perderia toda minha coleção de anéis
Em cada um daqueles nós de dedos ufanizados
Quedei
Quedei sim, inerte
Mais uma vez diante daquelas mãos
No universo quase palpável
de olhá-las
...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Lacunas
Do continente, o conteúdo
Dos acontecimentos, a praticidade
Olhar com mais calma
A realidade
E o que é real?
Na fibra momentânea do agora
Agora é lacuna recém forjada
Para mister de alvo único
Cada qual ao modo seu, visceral, causídico
A lacuna da sua ausência
A lacuna dos afazeres corriqueiros
Os espaços vários que recheiam tudo
Da parte, o todo
As lacunas me divertem mais que
O ziguezague torpe do acaso
As lacunas brilham esperando
Que eu possa dar um rumo a elas
Um rumo não, um fim
As lacunas da saudade
As lacunas das mentiras
As lacunas das decepções
As lacunas do medo
Mas as lacunas não se avizinham
Somente em dor e malfadados caminhos
Podem ter espaço, as benéficas também
Que dramatizam planos, arredondando sorrir
Lacunas de amor
Lacunas de gozo
Lacunas de esperança
Lacunas de paz
Do fim, o meio
Para alinhar o exato instante que o espaço se delimita
A lacuna de cada pensamento ajaezado no sentir
Trabalho árduo do cotidiano por excelência
O preenchimento das lacunas
Como num interim de renovar sentidos
Lacunas várias
Lacunas necessárias
Lacunas
...
Dos acontecimentos, a praticidade
Olhar com mais calma
A realidade
E o que é real?
Na fibra momentânea do agora
Agora é lacuna recém forjada
Para mister de alvo único
Cada qual ao modo seu, visceral, causídico
A lacuna da sua ausência
A lacuna dos afazeres corriqueiros
Os espaços vários que recheiam tudo
Da parte, o todo
As lacunas me divertem mais que
O ziguezague torpe do acaso
As lacunas brilham esperando
Que eu possa dar um rumo a elas
Um rumo não, um fim
As lacunas da saudade
As lacunas das mentiras
As lacunas das decepções
As lacunas do medo
Mas as lacunas não se avizinham
Somente em dor e malfadados caminhos
Podem ter espaço, as benéficas também
Que dramatizam planos, arredondando sorrir
Lacunas de amor
Lacunas de gozo
Lacunas de esperança
Lacunas de paz
Do fim, o meio
Para alinhar o exato instante que o espaço se delimita
A lacuna de cada pensamento ajaezado no sentir
Trabalho árduo do cotidiano por excelência
O preenchimento das lacunas
Como num interim de renovar sentidos
Lacunas várias
Lacunas necessárias
Lacunas
...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Anexos e nexos
Por anexos ou nexos
Nunca tive a mínima pretensão de ser entendida
No início foram os versos imensos
Rasgados no canto dos cadernos juvenis
Depois as músicas, frisadas de metáforas
Em anexo, nunca um ponto final
Sem nexo, uma série de reticências
Nunca tive a tenra vontade de ser aceita
Primeiro chegaram as mudanças
Chamaram consigo as divergências
Os poemas mudaram muito
As músicas nem tanto
Continuaram na função de desaguar o todo
Nunca tive a velha esperança de ser comum
Que pulverizava a turma daquela década
Em anexo, a mochila esfarrapada
Sem nexo, as fugas pelas estradas
Cabelos de um azul marinho chocante
Pinturas na parede nua do quarto
Vinis emoldurando histórias
O olhar curioso do pai
A paz inalterada da mãe
Anexos, os olhos na paisagem
Sem nexo, a saudade da casa donde tantas vezes fugi
Nunca tive a mínima pretensão de ter nexo
Anexas, as minhas vontades inabaláveis
Sem nexo, a necessidade de explicação
Anexos e nexos
Nunca tive
...
Nunca tive a mínima pretensão de ser entendida
No início foram os versos imensos
Rasgados no canto dos cadernos juvenis
Depois as músicas, frisadas de metáforas
Em anexo, nunca um ponto final
Sem nexo, uma série de reticências
Nunca tive a tenra vontade de ser aceita
Primeiro chegaram as mudanças
Chamaram consigo as divergências
Os poemas mudaram muito
As músicas nem tanto
Continuaram na função de desaguar o todo
Nunca tive a velha esperança de ser comum
Que pulverizava a turma daquela década
Em anexo, a mochila esfarrapada
Sem nexo, as fugas pelas estradas
Cabelos de um azul marinho chocante
Pinturas na parede nua do quarto
Vinis emoldurando histórias
O olhar curioso do pai
A paz inalterada da mãe
Anexos, os olhos na paisagem
Sem nexo, a saudade da casa donde tantas vezes fugi
Nunca tive a mínima pretensão de ter nexo
Anexas, as minhas vontades inabaláveis
Sem nexo, a necessidade de explicação
Anexos e nexos
Nunca tive
...
Vazio
Pois é
Daqueles dias que não faltam palavras
Mas sobeja o Vazio para colocá-las
Daqueles dias de impaciência conotativa
Onde o Vazio não é ausência, é opção
Um daqueles dias que idéias não mudariam nada
Então impera o Vazio, rei das situações imutáveis
Senhor Vazio, o tal cara valente que corteja o silêncio
Um daqueles dias que as verdades surgem
Dilaceradoras e imperativas requisitando consciência
Local que Vazio sempre encontra pra perpetuar
Dia de Vazio com excesso de palavras caladas
Um daqueles dias que não são de TPM
mas descontrolam bem mais
Dia de Vazio apenas
Um dia de enfrentar verdades
Necessário ter estes dias às vezes
Vazio não, nunca é necessário
mas acompanha as verdades
Que bom que o dia passa
e Vazio também
...
Daqueles dias que não faltam palavras
Mas sobeja o Vazio para colocá-las
Daqueles dias de impaciência conotativa
Onde o Vazio não é ausência, é opção
Um daqueles dias que idéias não mudariam nada
Então impera o Vazio, rei das situações imutáveis
Senhor Vazio, o tal cara valente que corteja o silêncio
Um daqueles dias que as verdades surgem
Dilaceradoras e imperativas requisitando consciência
Local que Vazio sempre encontra pra perpetuar
Dia de Vazio com excesso de palavras caladas
Um daqueles dias que não são de TPM
mas descontrolam bem mais
Dia de Vazio apenas
Um dia de enfrentar verdades
Necessário ter estes dias às vezes
Vazio não, nunca é necessário
mas acompanha as verdades
Que bom que o dia passa
e Vazio também
...
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Transpor Inverso
Quero tua existência tocável
No transpor das realidades em que
Coagulas ilusões de tela e bytes
Quero deixar tua base livre
Para pintares as matizes quando decidires
No momento que desejares
Fico ao lado, namorando teu contorno
Fico em silêncio, devorando tua voz única
Na onisciência quente de ambos
Do que sei que sabes, que ambos sabemos
Do ponto, cada reticência, cada traçado
E assim
Deixo livre tua figura real, a tua vontade
Completamente intacta dentro de mim
Para materializares caso aprouveres
A tua figura já tão conhecida
Além do desconhecido que criaste
Para que eu conheça a ti
Cada vez mais
...
No transpor das realidades em que
Coagulas ilusões de tela e bytes
Quero deixar tua base livre
Para pintares as matizes quando decidires
No momento que desejares
Fico ao lado, namorando teu contorno
Fico em silêncio, devorando tua voz única
Na onisciência quente de ambos
Do que sei que sabes, que ambos sabemos
Do ponto, cada reticência, cada traçado
E assim
Deixo livre tua figura real, a tua vontade
Completamente intacta dentro de mim
Para materializares caso aprouveres
A tua figura já tão conhecida
Além do desconhecido que criaste
Para que eu conheça a ti
Cada vez mais
...
Belo Retorno
Mirando madeixas
codificando um sorriso
rendado de lembranças
a Boneca de Porcelana
a Branca de Neve
Namorando os fios negros
emoldurados ao redor da pele
negros, negros, absurdamente
negros tal qual a noite
O retorno a tudo que é importante
costurado em visual se expondo
Mas por que?
Ora
Porque nós mulheres
somos tão simples de entender
Basta deixar ser
...
codificando um sorriso
rendado de lembranças
a Boneca de Porcelana
a Branca de Neve
Namorando os fios negros
emoldurados ao redor da pele
negros, negros, absurdamente
negros tal qual a noite
O retorno a tudo que é importante
costurado em visual se expondo
Mas por que?
Ora
Porque nós mulheres
somos tão simples de entender
Basta deixar ser
...
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
01 básico momento
Um momento básico atordoado recolhe
Nada de criar esperanças nas imagens
Ora alternadas, ora aliteradas que
Cada um decide nos passar
São espectros
Espectros Neurais
da livre tentativa absorta de ser quem não é
ou quem almejaria ser ...
Não ter pois a pueril ilusão de esperar nada
Assim se retem o engodo da decepção
Espectros são para vislumbre apenas
Destarte
No vento partem
Sem maior destruição.
Nada de criar esperanças nas imagens
Ora alternadas, ora aliteradas que
Cada um decide nos passar
São espectros
Espectros Neurais
da livre tentativa absorta de ser quem não é
ou quem almejaria ser ...
Não ter pois a pueril ilusão de esperar nada
Assim se retem o engodo da decepção
Espectros são para vislumbre apenas
Destarte
No vento partem
Sem maior destruição.
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