terça-feira, 16 de novembro de 2010

Breve momento de cogitar

Passamos pela vida
com as inquietações próprias de cada um
Vivemos os lapsos temporais
na vertigem incoerente dos fatos
Sabemos uma série de fatores
advindos do existir
Conhecemos
ação e reação
metodologias do agora
conceitos de acontecer
dinâmica de relacionamentos
enfim
Temos um mapa de caracteres vários
que vamos compondo a medida que
os choques entre o querer e o poder
vão se apresentando em nós e para nós
Procuramos respostas com o afã infantil
de quem na verdade não quer ser detentor
de todas as respostas
Ter todas as repostas nos remeteria a
um tédio perigoso de auto conhecimento
A maioria de nós não deseja estar consigo
sincera e completamente consigo
no silencioso vácuo de suas íntimas cores
É necessário árduo preparo para estar assim
Plenamente em si
Sabemos tudo, entendemos quase tudo e
chegamos a aceitar metade do mundo exterior
Mas o mundo interior nos devora
ao mesmo passo que nos embriaga
A nossa total condição de humanos
A nossa imperfeição retalhada de verdades
descobertas aos poucos, escondidas as vezes por vontade
pois descobrir de uma vez só, seria o trauma mor da existência
Mas não desistimos
Queremos
antiteticamente
desejamos
Nos desvendar até o fim
Não na observância do fim propriamente dito
Mas do conhecimento pleno de nós
O que muitos julgam utopia
outros, desnecessário
E a vida segue
apaixonada por Mestre Tempo
E nós a acompanhamos, carentes de explicações e certezas
Não de outrem
Mas de nossas próprias verdades abaláveis
estendemos as mãos para alcançar
As respostas que fogem de nós para nos seduzir
cada vez mais...

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