terça-feira, 16 de novembro de 2010

Fim das Equivalências - Ode Azul

É o fim das equivalências
um fim aquarelado
numa Ode Azul
de perscrustar

As Equivalências ao chão
desmanteladas
dormindo desfeitas
no abraço plástico e belo
da lotus

Fim das Equivalências
num sorriso de quarar anseios
O fim esclarece o devaneio
nem é de todo fim
na verdade é meio

Meio da Ode Azul
que azucrina a paz
que se impoe ditadora
a paz dos umbrais do Amor
Amor Azul
de Menina Azul e Samurai Azul
no campo de arroz
inesquecível

Atemporal
Memorial
Tutorial das almas

Fim das Equivalências
em Ode Azul sem retorno
e este fim não é nada morno
é resposta
é ponto de partida
da canção a colhida

Exaustos de batalhar
um com o outro
No chão, ao gozo, quedam
azuis
exaustivamente
azuis

Menina Azul
Samurai Azul

E acaba aqui?
Não!
Só começa!

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