quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Poema das Equivalências - cena 02

É outono agora na versão cítrica
azulada e lírica de Sonhos
Outono de folhas em simetria
caíndo pálidas no
amontoado de esperanças

Momento do mimetismo tácido
o fogo fátuo das consequências
de não ter volta
nos vértices e nas linhas
Traçado o outono nos olhos cinzentos
da Menina Azul dos contos

Samurai Azul vestido de incógnitas
no escampado morno das interações lúdicas
A Menina Azul chora
é a hora
a chegada da catarse
epifânica e plácida
epicentro dos desejos

A chuva cai serena
no outuno em garatujas
malfadados extratos de papoulas
A Menina Azul cora
é o agora
a presença da metáfora
inaudível e cálida
apogeu dos delírios

Distante a pequena
Azul Menina
no campo azul de arroz
em arabescos, sincronia dos segundos
avizinham marcas de polir calores
tartamudeiam ventos de arar sabores

A metros
jaz o Samurai Azul
na imensidão do caleidoscópio
das visões da Menina
ufanizado, costurado
grito, soneto, verso e mímica

A Menina Azul olha
O Samurai Azul olha
a beligerante soma de vontades
bailando com os atrevidos zefirantes
únicas ousadas testemunhas
do embate de amor azulado

Arma: íris
Golpes: retinas
O choque de verdade e criação
na versão azul de Sonhos

A metros mínimos de distância
valor e verossimilhança
A Menina Azul é constância
e o Samurai Azul avança

[continua]

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