O poema encontrou a rima
aos pés da cerejeira vermelha
onde o lago azul desagua
as armas, as cerejas e as bocas
A rima mostrou ao poema
a colcha vermelha de ideogramas
passeando pela paisagem da colcha
as palavras
amor
sonho
justiça
A cerejeira olhou o campo de arroz azul
o poema sem rimas sorriu infantil
nada no mundo azul de Sonhos
era matiz e verso
tudo mirai, mirai, mirai
Futuro
Sim
Na versão azul de Sonhos
além da verdade e do amor
o poema não descobriu as folhas
presas nos cabelos da
Menina Azul
deitada no colo do
Samurai Azul
Kurosawa Menina de madeixas negras
um mundo azul de costurar cismas
um universo azul de prantear alegrias
Vai criando dia a dia
a colcha Kabubi de memórias
no azul infinito do poema sem rima
no azul imenso do amor da menina...
[continua]
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