Agora que a gente
nem precisa mais desta tela
Que vamos fazer com ela?
Enfeitar o chão da sala
As cadeiras, mesas, assim
Enfim
Agora que a gente
nem precisa mais desta tela
Que vamos fazer dela?
Brincar
Guardar
Recordar
Agora que a gente
nem precisa mais desta tela
Que vamos fazer por ela?
Contar que foi
causadora
devoradora
motora
das horas, instantes, recados
no princípio dos versos e dos álbuns
Agora que a gente
nem precisa mais desta tela
O que vamos falar dela?
Muitos risos
e um livro
talvez...
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Interstício de Sentir I
Passei um tempo
longe daqui
de minhas divagações
em mundo de Alice
Um tempo básico
cozinhado e degustado
que agora, após
entendê-lo na sua totalidade necessária
chamarei de
Interstício de Sentir
O que notadamente
é aquele conhecido
intervalo
entre o que desejamos
e o que possuímos
A lógica do sentir
Que em primeira análise
não teria lógica alguma
mas tem
senão vejamos ...
[continua]
longe daqui
de minhas divagações
em mundo de Alice
Um tempo básico
cozinhado e degustado
que agora, após
entendê-lo na sua totalidade necessária
chamarei de
Interstício de Sentir
O que notadamente
é aquele conhecido
intervalo
entre o que desejamos
e o que possuímos
A lógica do sentir
Que em primeira análise
não teria lógica alguma
mas tem
senão vejamos ...
[continua]
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Tranquilidade Seletiva
Ontem, em conversa com amigas
na sala de casa
um assunto muito atual veio à tona
Mundo Real x Mundo Virtual
Ouvi todas as conversas
as confissões
as histórias picantes
as histórias divertidas
e claro, as catástrofes
que, por sinal, eram o pilar da conversa
Ouvi tudo com uma pachorra imensa
de quem não vê novidade alguma em nada daquilo
e sorri, aquele velho esgar de "lá vem bomba",
conforme as próprias amigas gostam de nomear
Sorri e afirmei
Ontem fiz uma limpeza no Meu País das Maravilhas
Hoje terminarei de deletar o restante
tal qual a Rainha de Copas
deceparei mais uma série de existências
Todas em uníssono indaragam:
Ué... Mas qual critério usa para deletar pessoas?
Excluí-las assim da sua vida não é cruel?
Uso a Tranquilidade Seletiva - afirmei,
Interrogações pularam dos rostos de todas
Adoro este momento de "oh, que troço será este?"
e pacientemente expliquei
Tranquilidade Seletiva
é o processo que inventei
dentro do País das Maravilhas
após descobrir
que alguns coelhos tentam ser lebres
e algumas lebres são na verdade cogumelos
No processo de Tranquilidade Seletiva
quem é de verdade sabe quem é de mentira
e simplesmente passa uma borracha em quem
insiste em ser de mentira dentro do próprio mundo de Ilusão
O cúmulo da Ilusão precisa ser deletado, mas a arte da Ilusão não
Assim, tranquilamente manda-se embora o que
sabemos que não nos fará nenhum bem ou mal
porque para produzir efeitos reais é preciso fazer alguma coisa
quer seja ela boa ou ruim, mas alguma coisa
Ficam então aqueles que farão algo em prol do mundo real
Riram muito das minhas metáforas e disseram
que continuavam sem entender "nadica de nada"
Foi então que usei uma frase clássica do meio virtual:
"Não deixe sua vida virtual destruir ou empobrecer sua vida real,
pois aquela foi feita para dar mais cor a esta, enriquecê-la
e não eliminá-la, como se competissem por sua atenção."
Notei que algumas entenderam e se calaram
pelo menos aquelas que tinham alguma realidade a preservar
Quanto às demais
mais cedo ou mais tarde entenderão...
na sala de casa
um assunto muito atual veio à tona
Mundo Real x Mundo Virtual
Ouvi todas as conversas
as confissões
as histórias picantes
as histórias divertidas
e claro, as catástrofes
que, por sinal, eram o pilar da conversa
Ouvi tudo com uma pachorra imensa
de quem não vê novidade alguma em nada daquilo
e sorri, aquele velho esgar de "lá vem bomba",
conforme as próprias amigas gostam de nomear
Sorri e afirmei
Ontem fiz uma limpeza no Meu País das Maravilhas
Hoje terminarei de deletar o restante
tal qual a Rainha de Copas
deceparei mais uma série de existências
Todas em uníssono indaragam:
Ué... Mas qual critério usa para deletar pessoas?
Excluí-las assim da sua vida não é cruel?
Uso a Tranquilidade Seletiva - afirmei,
Interrogações pularam dos rostos de todas
Adoro este momento de "oh, que troço será este?"
e pacientemente expliquei
Tranquilidade Seletiva
é o processo que inventei
dentro do País das Maravilhas
após descobrir
que alguns coelhos tentam ser lebres
e algumas lebres são na verdade cogumelos
No processo de Tranquilidade Seletiva
quem é de verdade sabe quem é de mentira
e simplesmente passa uma borracha em quem
insiste em ser de mentira dentro do próprio mundo de Ilusão
O cúmulo da Ilusão precisa ser deletado, mas a arte da Ilusão não
Assim, tranquilamente manda-se embora o que
sabemos que não nos fará nenhum bem ou mal
porque para produzir efeitos reais é preciso fazer alguma coisa
quer seja ela boa ou ruim, mas alguma coisa
Ficam então aqueles que farão algo em prol do mundo real
Riram muito das minhas metáforas e disseram
que continuavam sem entender "nadica de nada"
Foi então que usei uma frase clássica do meio virtual:
"Não deixe sua vida virtual destruir ou empobrecer sua vida real,
pois aquela foi feita para dar mais cor a esta, enriquecê-la
e não eliminá-la, como se competissem por sua atenção."
Notei que algumas entenderam e se calaram
pelo menos aquelas que tinham alguma realidade a preservar
Quanto às demais
mais cedo ou mais tarde entenderão...
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
As lutas
Elas nunca cessam
sempre que saímos bem
ou mal,que seja,
de alguma luta
Outra se apresenta
novo estilo
nova forma
novas necessidades de defesa
As lutas existem com este fim
o de não estagnar o Guerreiro
A luta seguinte nunca será igual a anterior
As lutas testam o seu eu interior
O eu em que cada um se tornou
Aquele eu que você é
No dado momento que a luta se apresenta
As lutas nunca cessam
As lutas jamais cessarão
Esta é a maior magia de estar vivo...
sempre que saímos bem
ou mal,que seja,
de alguma luta
Outra se apresenta
novo estilo
nova forma
novas necessidades de defesa
As lutas existem com este fim
o de não estagnar o Guerreiro
A luta seguinte nunca será igual a anterior
As lutas testam o seu eu interior
O eu em que cada um se tornou
Aquele eu que você é
No dado momento que a luta se apresenta
As lutas nunca cessam
As lutas jamais cessarão
Esta é a maior magia de estar vivo...
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Escrever
As pessoas pensam que escrevo
somente porque gosto
Tá bem, é meia verdade
Adoro escrever
Mas não é bem só por gostar
É pra desaguar
Esvaziar
Tanta coisa maior que eu
que enche periodicamente
feito aqueduto romano
aquele troço tamanho
Que se não escoar
Explode
Escrever é pra quem pode
Diz o amigo poeta baiano
Não posso escrever
Mas posso ser
E por ser demais
eu escrevo
por necessidade
de escrever
A escrita é furo no meu balde cheio
de mim
Necessário...
somente porque gosto
Tá bem, é meia verdade
Adoro escrever
Mas não é bem só por gostar
É pra desaguar
Esvaziar
Tanta coisa maior que eu
que enche periodicamente
feito aqueduto romano
aquele troço tamanho
Que se não escoar
Explode
Escrever é pra quem pode
Diz o amigo poeta baiano
Não posso escrever
Mas posso ser
E por ser demais
eu escrevo
por necessidade
de escrever
A escrita é furo no meu balde cheio
de mim
Necessário...
Taurina
Ontem mano me mandou um recado
de email engraçado
Indagando se eu já fui domada
se acaso continuo só na minha jornada
Mensagem bonita de parafrasear
quem nos conhece até sobrar
Ontem mano escreveu pra mim
"Taurina, por que foges assim?"
E pensei no meu signo
No que eu sou
Este povo estranho
que afugenta sem querer e por querer
O maninho mais velho só me chama assim
O outro nem chama
tem medo de mim
Pensei pra responder o email
Acabei por não responder nada
Raramente eu apareço pela estrada
E ele deve rir e pensar de mim
a bichinho do mato na cidade grande
que aparece as vezes em casa,
mochila semi vazia nas costas
Diz oi pra todo mundo, fica um dia no máximo
e vai tal qual veio
O mano brinca
"Taurina monstra, a gente precisa de aliado, pra
amansar você e trazer pro nosso lado, humano."
Talvez eu responda o email
Com um sincero NÃO
O que sempre causa decepção
Mas ele sabe que eu não responderei a questão
Como ele mesmo gosta de falar:
"Taurina, você nem existe de tão livre."
Tá respondido
de email engraçado
Indagando se eu já fui domada
se acaso continuo só na minha jornada
Mensagem bonita de parafrasear
quem nos conhece até sobrar
Ontem mano escreveu pra mim
"Taurina, por que foges assim?"
E pensei no meu signo
No que eu sou
Este povo estranho
que afugenta sem querer e por querer
O maninho mais velho só me chama assim
O outro nem chama
tem medo de mim
Pensei pra responder o email
Acabei por não responder nada
Raramente eu apareço pela estrada
E ele deve rir e pensar de mim
a bichinho do mato na cidade grande
que aparece as vezes em casa,
mochila semi vazia nas costas
Diz oi pra todo mundo, fica um dia no máximo
e vai tal qual veio
O mano brinca
"Taurina monstra, a gente precisa de aliado, pra
amansar você e trazer pro nosso lado, humano."
Talvez eu responda o email
Com um sincero NÃO
O que sempre causa decepção
Mas ele sabe que eu não responderei a questão
Como ele mesmo gosta de falar:
"Taurina, você nem existe de tão livre."
Tá respondido
Passou
Detesto a forma como tudo em mim
Passa
E todo sentimento só serve bem
ao propósito da obra literária
Depois canalizado a tal
Passa
Afinal escrever vazio não
surte o efeito belo dos
vocábulos apaixonados
Tento segurar por 72 horas que seja mas
Passa
Após desaguar tudo no poema, se esvai
Passa
Abomino não a mim
Gosto da forma prísmica que sou
Abomino a passagem de tudo
Do amor
Da saudade
Da vontade
Do desejo
Do sonho
Tudo que era daqui a pouco nem será
Tento com mãos de ferro agarrar
algumas coisas, mas tudo dentro de mim
Passa
E um tédio absurdo me olha da janela azul
O azul não
Passa
Mas não é sentir, é cor
Tudo
Passa
diz tchau com uma calma assombrosa
de quem nunca existiu
Não leve a mal, meu bem
Mas tudo
Passa
Até o meu eu
de ontem
Passa
E todo sentimento só serve bem
ao propósito da obra literária
Depois canalizado a tal
Passa
Afinal escrever vazio não
surte o efeito belo dos
vocábulos apaixonados
Tento segurar por 72 horas que seja mas
Passa
Após desaguar tudo no poema, se esvai
Passa
Abomino não a mim
Gosto da forma prísmica que sou
Abomino a passagem de tudo
Do amor
Da saudade
Da vontade
Do desejo
Do sonho
Tudo que era daqui a pouco nem será
Tento com mãos de ferro agarrar
algumas coisas, mas tudo dentro de mim
Passa
E um tédio absurdo me olha da janela azul
O azul não
Passa
Mas não é sentir, é cor
Tudo
Passa
diz tchau com uma calma assombrosa
de quem nunca existiu
Não leve a mal, meu bem
Mas tudo
Passa
Até o meu eu
de ontem
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Armaduras
Nem sempre eficazes se são duras
armaduras as vezes são
de cetim
de veludo
de seda
de papel
de nuvem
de azul
armaduras
de esconder pequenezas
armaduras
recheadas de leveza
No campo de batalha pessoal
armaduras
escondem o homem
revelam o animal
armadura para o bem e para o mal
armadura macia
de ilusão
armadura doce
de paixão
armaduras várias
para não amar
amar é a fraqueza mor
o baixar a guarda em plenitude
armadura contra isso
armadura em prol daquilo
e ela cai
no emaranhado
no amontoado
no beligerante instante
de amar...
armadura
amor corroi
o amor
a arma
aquela arma que nenhuma
armadura
destroi
armaduras as vezes são
de cetim
de veludo
de seda
de papel
de nuvem
de azul
armaduras
de esconder pequenezas
armaduras
recheadas de leveza
No campo de batalha pessoal
armaduras
escondem o homem
revelam o animal
armadura para o bem e para o mal
armadura macia
de ilusão
armadura doce
de paixão
armaduras várias
para não amar
amar é a fraqueza mor
o baixar a guarda em plenitude
armadura contra isso
armadura em prol daquilo
e ela cai
no emaranhado
no amontoado
no beligerante instante
de amar...
armadura
amor corroi
o amor
a arma
aquela arma que nenhuma
armadura
destroi
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Breve momento de cogitar
Passamos pela vida
com as inquietações próprias de cada um
Vivemos os lapsos temporais
na vertigem incoerente dos fatos
Sabemos uma série de fatores
advindos do existir
Conhecemos
ação e reação
metodologias do agora
conceitos de acontecer
dinâmica de relacionamentos
enfim
Temos um mapa de caracteres vários
que vamos compondo a medida que
os choques entre o querer e o poder
vão se apresentando em nós e para nós
Procuramos respostas com o afã infantil
de quem na verdade não quer ser detentor
de todas as respostas
Ter todas as repostas nos remeteria a
um tédio perigoso de auto conhecimento
A maioria de nós não deseja estar consigo
sincera e completamente consigo
no silencioso vácuo de suas íntimas cores
É necessário árduo preparo para estar assim
Plenamente em si
Sabemos tudo, entendemos quase tudo e
chegamos a aceitar metade do mundo exterior
Mas o mundo interior nos devora
ao mesmo passo que nos embriaga
A nossa total condição de humanos
A nossa imperfeição retalhada de verdades
descobertas aos poucos, escondidas as vezes por vontade
pois descobrir de uma vez só, seria o trauma mor da existência
Mas não desistimos
Queremos
antiteticamente
desejamos
Nos desvendar até o fim
Não na observância do fim propriamente dito
Mas do conhecimento pleno de nós
O que muitos julgam utopia
outros, desnecessário
E a vida segue
apaixonada por Mestre Tempo
E nós a acompanhamos, carentes de explicações e certezas
Não de outrem
Mas de nossas próprias verdades abaláveis
estendemos as mãos para alcançar
As respostas que fogem de nós para nos seduzir
cada vez mais...
com as inquietações próprias de cada um
Vivemos os lapsos temporais
na vertigem incoerente dos fatos
Sabemos uma série de fatores
advindos do existir
Conhecemos
ação e reação
metodologias do agora
conceitos de acontecer
dinâmica de relacionamentos
enfim
Temos um mapa de caracteres vários
que vamos compondo a medida que
os choques entre o querer e o poder
vão se apresentando em nós e para nós
Procuramos respostas com o afã infantil
de quem na verdade não quer ser detentor
de todas as respostas
Ter todas as repostas nos remeteria a
um tédio perigoso de auto conhecimento
A maioria de nós não deseja estar consigo
sincera e completamente consigo
no silencioso vácuo de suas íntimas cores
É necessário árduo preparo para estar assim
Plenamente em si
Sabemos tudo, entendemos quase tudo e
chegamos a aceitar metade do mundo exterior
Mas o mundo interior nos devora
ao mesmo passo que nos embriaga
A nossa total condição de humanos
A nossa imperfeição retalhada de verdades
descobertas aos poucos, escondidas as vezes por vontade
pois descobrir de uma vez só, seria o trauma mor da existência
Mas não desistimos
Queremos
antiteticamente
desejamos
Nos desvendar até o fim
Não na observância do fim propriamente dito
Mas do conhecimento pleno de nós
O que muitos julgam utopia
outros, desnecessário
E a vida segue
apaixonada por Mestre Tempo
E nós a acompanhamos, carentes de explicações e certezas
Não de outrem
Mas de nossas próprias verdades abaláveis
estendemos as mãos para alcançar
As respostas que fogem de nós para nos seduzir
cada vez mais...
Desejo
Desejo que venhas
despido de medos
inacabado
posto te quero
decorar
aos poucos
linha, traçado em movimento
Desejo que venhas
aliteração em metade
impondo, compondo, anacrônico
em partes
para que eu vá catando
a ti tal qual grãos
do homem
do ser
do amado
Desejo que venhas
em surdina
em suspensão
surpresa
como num filme mudo
resguardado de beleza
para que eu não esqueça nunca
a data alvoroçada
da tua chegada
Desejo que venhas
armado
calejado
ufanizado e meu
para que te abrace
infantil e sereno
meu menino homem
na planície calma de nós dois
Desejo que venhas
e virás
tal qual a lenda da minha vida
que tu és.
despido de medos
inacabado
posto te quero
decorar
aos poucos
linha, traçado em movimento
Desejo que venhas
aliteração em metade
impondo, compondo, anacrônico
em partes
para que eu vá catando
a ti tal qual grãos
do homem
do ser
do amado
Desejo que venhas
em surdina
em suspensão
surpresa
como num filme mudo
resguardado de beleza
para que eu não esqueça nunca
a data alvoroçada
da tua chegada
Desejo que venhas
armado
calejado
ufanizado e meu
para que te abrace
infantil e sereno
meu menino homem
na planície calma de nós dois
Desejo que venhas
e virás
tal qual a lenda da minha vida
que tu és.
Fim das Equivalências - Ode Azul
É o fim das equivalências
um fim aquarelado
numa Ode Azul
de perscrustar
As Equivalências ao chão
desmanteladas
dormindo desfeitas
no abraço plástico e belo
da lotus
Fim das Equivalências
num sorriso de quarar anseios
O fim esclarece o devaneio
nem é de todo fim
na verdade é meio
Meio da Ode Azul
que azucrina a paz
que se impoe ditadora
a paz dos umbrais do Amor
Amor Azul
de Menina Azul e Samurai Azul
no campo de arroz
inesquecível
Atemporal
Memorial
Tutorial das almas
Fim das Equivalências
em Ode Azul sem retorno
e este fim não é nada morno
é resposta
é ponto de partida
da canção a colhida
Exaustos de batalhar
um com o outro
No chão, ao gozo, quedam
azuis
exaustivamente
azuis
Menina Azul
Samurai Azul
E acaba aqui?
Não!
Só começa!
um fim aquarelado
numa Ode Azul
de perscrustar
As Equivalências ao chão
desmanteladas
dormindo desfeitas
no abraço plástico e belo
da lotus
Fim das Equivalências
num sorriso de quarar anseios
O fim esclarece o devaneio
nem é de todo fim
na verdade é meio
Meio da Ode Azul
que azucrina a paz
que se impoe ditadora
a paz dos umbrais do Amor
Amor Azul
de Menina Azul e Samurai Azul
no campo de arroz
inesquecível
Atemporal
Memorial
Tutorial das almas
Fim das Equivalências
em Ode Azul sem retorno
e este fim não é nada morno
é resposta
é ponto de partida
da canção a colhida
Exaustos de batalhar
um com o outro
No chão, ao gozo, quedam
azuis
exaustivamente
azuis
Menina Azul
Samurai Azul
E acaba aqui?
Não!
Só começa!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Poema das Equivalências - cena 03
Dúvidas além do campo de arroz
Menina Azul vestida de saudade
Samurai Azul parado
golpes suspensos ao infinito
Nuvens azuis coroam os olhos
tristonhos mundos de colher perguntas
Menina Azul e o amor sem fala
que há de explicar
não há
As montanhas da versão de Sonhos
A Menina Azul silencia
e silêncio azul é medo
Samurai Azul distante
um traço morno do poente
incoerentes
as dúvidas
Menina Azul em canção
de lembrança e decisão
nada dirá
nada explicará
O amor na florada azul
amortece e permanece
O amor na paisagem azul
condensa e cresce
Somente assim
e a Menina Azul dorme
ao sabor do vento
ao toque da chuva
Samurai Azul
Menina Azul
parados na planície atemporal
O amor azul
além das dúvidas
sobrevivente a incertezas
sequencial, causal e pleno
segue...
[continua]
Menina Azul vestida de saudade
Samurai Azul parado
golpes suspensos ao infinito
Nuvens azuis coroam os olhos
tristonhos mundos de colher perguntas
Menina Azul e o amor sem fala
que há de explicar
não há
As montanhas da versão de Sonhos
A Menina Azul silencia
e silêncio azul é medo
Samurai Azul distante
um traço morno do poente
incoerentes
as dúvidas
Menina Azul em canção
de lembrança e decisão
nada dirá
nada explicará
O amor na florada azul
amortece e permanece
O amor na paisagem azul
condensa e cresce
Somente assim
e a Menina Azul dorme
ao sabor do vento
ao toque da chuva
Samurai Azul
Menina Azul
parados na planície atemporal
O amor azul
além das dúvidas
sobrevivente a incertezas
sequencial, causal e pleno
segue...
[continua]
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Poema das Equivalências - cena 02
É outono agora na versão cítrica
azulada e lírica de Sonhos
Outono de folhas em simetria
caíndo pálidas no
amontoado de esperanças
Momento do mimetismo tácido
o fogo fátuo das consequências
de não ter volta
nos vértices e nas linhas
Traçado o outono nos olhos cinzentos
da Menina Azul dos contos
Samurai Azul vestido de incógnitas
no escampado morno das interações lúdicas
A Menina Azul chora
é a hora
a chegada da catarse
epifânica e plácida
epicentro dos desejos
A chuva cai serena
no outuno em garatujas
malfadados extratos de papoulas
A Menina Azul cora
é o agora
a presença da metáfora
inaudível e cálida
apogeu dos delírios
Distante a pequena
Azul Menina
no campo azul de arroz
em arabescos, sincronia dos segundos
avizinham marcas de polir calores
tartamudeiam ventos de arar sabores
A metros
jaz o Samurai Azul
na imensidão do caleidoscópio
das visões da Menina
ufanizado, costurado
grito, soneto, verso e mímica
A Menina Azul olha
O Samurai Azul olha
a beligerante soma de vontades
bailando com os atrevidos zefirantes
únicas ousadas testemunhas
do embate de amor azulado
Arma: íris
Golpes: retinas
O choque de verdade e criação
na versão azul de Sonhos
A metros mínimos de distância
valor e verossimilhança
A Menina Azul é constância
e o Samurai Azul avança
[continua]
azulada e lírica de Sonhos
Outono de folhas em simetria
caíndo pálidas no
amontoado de esperanças
Momento do mimetismo tácido
o fogo fátuo das consequências
de não ter volta
nos vértices e nas linhas
Traçado o outono nos olhos cinzentos
da Menina Azul dos contos
Samurai Azul vestido de incógnitas
no escampado morno das interações lúdicas
A Menina Azul chora
é a hora
a chegada da catarse
epifânica e plácida
epicentro dos desejos
A chuva cai serena
no outuno em garatujas
malfadados extratos de papoulas
A Menina Azul cora
é o agora
a presença da metáfora
inaudível e cálida
apogeu dos delírios
Distante a pequena
Azul Menina
no campo azul de arroz
em arabescos, sincronia dos segundos
avizinham marcas de polir calores
tartamudeiam ventos de arar sabores
A metros
jaz o Samurai Azul
na imensidão do caleidoscópio
das visões da Menina
ufanizado, costurado
grito, soneto, verso e mímica
A Menina Azul olha
O Samurai Azul olha
a beligerante soma de vontades
bailando com os atrevidos zefirantes
únicas ousadas testemunhas
do embate de amor azulado
Arma: íris
Golpes: retinas
O choque de verdade e criação
na versão azul de Sonhos
A metros mínimos de distância
valor e verossimilhança
A Menina Azul é constância
e o Samurai Azul avança
[continua]
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Poema das Equivalências - cena 01
O poema encontrou a rima
aos pés da cerejeira vermelha
onde o lago azul desagua
as armas, as cerejas e as bocas
A rima mostrou ao poema
a colcha vermelha de ideogramas
passeando pela paisagem da colcha
as palavras
amor
sonho
justiça
A cerejeira olhou o campo de arroz azul
o poema sem rimas sorriu infantil
nada no mundo azul de Sonhos
era matiz e verso
tudo mirai, mirai, mirai
Futuro
Sim
Na versão azul de Sonhos
além da verdade e do amor
o poema não descobriu as folhas
presas nos cabelos da
Menina Azul
deitada no colo do
Samurai Azul
Kurosawa Menina de madeixas negras
um mundo azul de costurar cismas
um universo azul de prantear alegrias
Vai criando dia a dia
a colcha Kabubi de memórias
no azul infinito do poema sem rima
no azul imenso do amor da menina...
[continua]
aos pés da cerejeira vermelha
onde o lago azul desagua
as armas, as cerejas e as bocas
A rima mostrou ao poema
a colcha vermelha de ideogramas
passeando pela paisagem da colcha
as palavras
amor
sonho
justiça
A cerejeira olhou o campo de arroz azul
o poema sem rimas sorriu infantil
nada no mundo azul de Sonhos
era matiz e verso
tudo mirai, mirai, mirai
Futuro
Sim
Na versão azul de Sonhos
além da verdade e do amor
o poema não descobriu as folhas
presas nos cabelos da
Menina Azul
deitada no colo do
Samurai Azul
Kurosawa Menina de madeixas negras
um mundo azul de costurar cismas
um universo azul de prantear alegrias
Vai criando dia a dia
a colcha Kabubi de memórias
no azul infinito do poema sem rima
no azul imenso do amor da menina...
[continua]
Oposição Equivalente II
Sendo eu o Kurosawa de minha vida
bordei vários ideogramas nas minhas cenas
minha versão de Sonhos é azul
um lago azul
uma menina azul
um samurai azul
somente uma cerejeira que não é azul
Na cena final do meu filme
tudo é oriente e paz
Ao som de Yiruma
as notas musicais na florada
sincera da lotus azul
O meu momento de editar as cenas
No fim da Oposição Equivalente
um campo de arroz azul
perfeitamente azul
com um poema ao vento
um poema que diz ...
[continua]
bordei vários ideogramas nas minhas cenas
minha versão de Sonhos é azul
um lago azul
uma menina azul
um samurai azul
somente uma cerejeira que não é azul
Na cena final do meu filme
tudo é oriente e paz
Ao som de Yiruma
as notas musicais na florada
sincera da lotus azul
O meu momento de editar as cenas
No fim da Oposição Equivalente
um campo de arroz azul
perfeitamente azul
com um poema ao vento
um poema que diz ...
[continua]
Oposição Equivalente I
Curioso como o digladiar de antíteses
é fácil e notadamente aceitável
Complicado se faz a questão
quando o versus é fundamentado
entre iguais sentimentos
pois na ingerência de opostos
tudo se veste de uma obviedade natural
Incerteza versus certeza
Bem versus mal
Razão versus devaneio
Amor versus ódio
Nestes casos
o desfecho é tranquilo e
deliberadamente sequencial
Fácil entender a oposição de opostos
se me permitem a redundância
Porém, na observância
da Oposição de Equivalentes
onde só há "mocinhos", finitos os vilões
a ferida latente se aloja
avizinha
massera
coagula
exigindo um final coerente porém complexo
Surgem assim, verdades com poder de polir
as arestas nossas de cada dia
Oposições de equivalentes
são, acredito, o último episódio
de uma minissérie de amor
Aquele momento de catarse
em que o expectador devora a tela
sequioso para entender ou ao menos
vislumbrar o desfecho da obra
Momento de Oposição de Equivalentes
Um instante para o qual não há fuga
Há que enfrentá-lo e destrinchá-lo
em suas mais tênues veredas
e com cautela, posto não existir
retorno ou posterior edição de cenas
A chegada do choque dos iguais
que nos coloca a todos na condição
de diretores dos filmes de nossas vidas
A hora de ser meu próprio Kurosawa
editar, cortar, maximizar minhas cenas
que delinearão a apresentação final
a versão que não admite finais alternativos
tampouco interação de público votante
minha versão exclusiva e poética do porvir
Intimamente ligada à decisão
da Oposição de Equivalentes
capítulo em que me encontro agora ...
[continua]
é fácil e notadamente aceitável
Complicado se faz a questão
quando o versus é fundamentado
entre iguais sentimentos
pois na ingerência de opostos
tudo se veste de uma obviedade natural
Incerteza versus certeza
Bem versus mal
Razão versus devaneio
Amor versus ódio
Nestes casos
o desfecho é tranquilo e
deliberadamente sequencial
Fácil entender a oposição de opostos
se me permitem a redundância
Porém, na observância
da Oposição de Equivalentes
onde só há "mocinhos", finitos os vilões
a ferida latente se aloja
avizinha
massera
coagula
exigindo um final coerente porém complexo
Surgem assim, verdades com poder de polir
as arestas nossas de cada dia
Oposições de equivalentes
são, acredito, o último episódio
de uma minissérie de amor
Aquele momento de catarse
em que o expectador devora a tela
sequioso para entender ou ao menos
vislumbrar o desfecho da obra
Momento de Oposição de Equivalentes
Um instante para o qual não há fuga
Há que enfrentá-lo e destrinchá-lo
em suas mais tênues veredas
e com cautela, posto não existir
retorno ou posterior edição de cenas
A chegada do choque dos iguais
que nos coloca a todos na condição
de diretores dos filmes de nossas vidas
A hora de ser meu próprio Kurosawa
editar, cortar, maximizar minhas cenas
que delinearão a apresentação final
a versão que não admite finais alternativos
tampouco interação de público votante
minha versão exclusiva e poética do porvir
Intimamente ligada à decisão
da Oposição de Equivalentes
capítulo em que me encontro agora ...
[continua]
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
A Eles
A Eles
altos, baixos,
loucos, mouros
morenos, moços
normais, humanos
a Eles
de chegada
de partida
aqueles de dias
aqueles de meses
ou anos
Os Príncipes da Paixão
e seus brasões de sorrisos
e seus estandartes de lágrimas
Eles
novos
jovens
maduros
a Eles
de todos os lugares
de todas as lembranças
Eles
os tantos Eles
a Eles
aqueles Eles dentro da Caixa de Pessoas
às minhas pretéritas criaturas
um canto de paz
uma ode de reconhecimento
pelo refino
pelo preparo
pelo trabalho
pelo resumo
Os Menestreis da Paixão
seus poemas de erros
suas músicas de acertos
A Eles
amigos ou inimigos
agora
A Eles
tão somente
Eles
os Antecessores do Amor,
um sorriso
um adeus
e um sincero
muito obrigada
a Eles
todos
Eles.
altos, baixos,
loucos, mouros
morenos, moços
normais, humanos
a Eles
de chegada
de partida
aqueles de dias
aqueles de meses
ou anos
Os Príncipes da Paixão
e seus brasões de sorrisos
e seus estandartes de lágrimas
Eles
novos
jovens
maduros
a Eles
de todos os lugares
de todas as lembranças
Eles
os tantos Eles
a Eles
aqueles Eles dentro da Caixa de Pessoas
às minhas pretéritas criaturas
um canto de paz
uma ode de reconhecimento
pelo refino
pelo preparo
pelo trabalho
pelo resumo
Os Menestreis da Paixão
seus poemas de erros
suas músicas de acertos
A Eles
amigos ou inimigos
agora
A Eles
tão somente
Eles
os Antecessores do Amor,
um sorriso
um adeus
e um sincero
muito obrigada
a Eles
todos
Eles.
A retina da alma e a caixa de pessoas
A moça era independente
destas que cedo aprendem
a estar no controle da própria vida
apertando botões de canais e volumes
por conta e risco
mais riscos que contas, pois as moças
assim trajadas de vida, gostam de desafios...
Pois bem,
era moça comum
braços, pernas, poses e sonhos
destas que não querem pedaços de nada
desejam o todo com certa consideração afiada
na meticulosa análise de vésperas ...
Guardava na caixa de presenças antigas
a coleção de paixões e romances vividos
conhecia de don juans a chaplins
todos um a um, jaziam na caixa, nomes e impressões atemporais
marcas lavradas em circunspectos motivos
metonímia coesa e divertida...
A moça abria a caixa vez ou outra
gostava de namorar as existências que se fizeram poemas
comédias, dramas, ficções, tragédias, épicos e afins
enfim, era a história dela, ora fada, ora bruxa,
ora outra, mas sempre ela...
A moça e a caixa de pessoas
absorta olhava a janela, não havia amor na caixa
e ela sabia, tinha a tal ciência daquele fato
outrora cismado diversas vezes, agora reconhecido
sem pompa ou dor, notório conhecimento e só...
As retinas da alma da moça
abertas fitando a caixa,
recipiente coalhado de tudo que sabia sobre sentir
a caixa e a retina flertavam harmoniosamente
em curiosidade e fleuma...
As retinas da alma da moça
devorando várias vezes a caixa de presenças
sagazes as tais retinas da alma
enxergando além da somatória das refrações da luz
sincera a caixa de pessoas, mostrando o que
não fazer de novo, mapa do tesouro das interações...
As retinas da alma da moça
procurando, esmiuçando o que destarte não havia ali
tudo existia, tudo para receitas e ensinamentos quaisquer
mas as retinas ainda procuravam, raio x de sonho
o cerne do sentimento maior ufanizado
amor...
A moça sorriu
guardou a caixa com ares de deixa estar
deixa estar o tempo
deixa estar o mundo
deixa estar a vida
deixa estar até a caixa
As retinas da alma da moça
agora
muito longe
longe mesmo
do mundo cúbico de lembrança
mais perto
bem perto agora
do universo prísmico da certeza.
destas que cedo aprendem
a estar no controle da própria vida
apertando botões de canais e volumes
por conta e risco
mais riscos que contas, pois as moças
assim trajadas de vida, gostam de desafios...
Pois bem,
era moça comum
braços, pernas, poses e sonhos
destas que não querem pedaços de nada
desejam o todo com certa consideração afiada
na meticulosa análise de vésperas ...
Guardava na caixa de presenças antigas
a coleção de paixões e romances vividos
conhecia de don juans a chaplins
todos um a um, jaziam na caixa, nomes e impressões atemporais
marcas lavradas em circunspectos motivos
metonímia coesa e divertida...
A moça abria a caixa vez ou outra
gostava de namorar as existências que se fizeram poemas
comédias, dramas, ficções, tragédias, épicos e afins
enfim, era a história dela, ora fada, ora bruxa,
ora outra, mas sempre ela...
A moça e a caixa de pessoas
absorta olhava a janela, não havia amor na caixa
e ela sabia, tinha a tal ciência daquele fato
outrora cismado diversas vezes, agora reconhecido
sem pompa ou dor, notório conhecimento e só...
As retinas da alma da moça
abertas fitando a caixa,
recipiente coalhado de tudo que sabia sobre sentir
a caixa e a retina flertavam harmoniosamente
em curiosidade e fleuma...
As retinas da alma da moça
devorando várias vezes a caixa de presenças
sagazes as tais retinas da alma
enxergando além da somatória das refrações da luz
sincera a caixa de pessoas, mostrando o que
não fazer de novo, mapa do tesouro das interações...
As retinas da alma da moça
procurando, esmiuçando o que destarte não havia ali
tudo existia, tudo para receitas e ensinamentos quaisquer
mas as retinas ainda procuravam, raio x de sonho
o cerne do sentimento maior ufanizado
amor...
A moça sorriu
guardou a caixa com ares de deixa estar
deixa estar o tempo
deixa estar o mundo
deixa estar a vida
deixa estar até a caixa
As retinas da alma da moça
agora
muito longe
longe mesmo
do mundo cúbico de lembrança
mais perto
bem perto agora
do universo prísmico da certeza.
sábado, 23 de outubro de 2010
Tantas
Toda vez que me procurar
serei outra
quem sabe em uma das tentativas
encontre a que procura
mas boa sorte
não tenho controle sobre isso
nem vou facilitar a sua vida
toda vez que me olhar
encontrará outra
caso nenhuma lhe agradar
espera o surgimento da próxima
mas boa sorte
não tenho controle sobre você
nem sou obrigada a saber o que quer
toda vez que me aceitar
eu serei eu
e sobre isso eu tenho total controle.
serei outra
quem sabe em uma das tentativas
encontre a que procura
mas boa sorte
não tenho controle sobre isso
nem vou facilitar a sua vida
toda vez que me olhar
encontrará outra
caso nenhuma lhe agradar
espera o surgimento da próxima
mas boa sorte
não tenho controle sobre você
nem sou obrigada a saber o que quer
toda vez que me aceitar
eu serei eu
e sobre isso eu tenho total controle.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Cortinas
Descortinei meu ser como quem decora poemas
Olhando cada verso e estrofe com uma paz deliberada
As cortinas rasgadas
As de seda
As novas
E as empoeiradas
Descortinei minhas verdades como quem decora canções
Escutando a melodia casada na letra numa fome inalterada
As cortinas costuradas
As de linho
As primeiras
E as encostadas
Descortinei a mulher que sou como quem cria histórias infantis
Namorando partes e personagens com uma alegria descontrolada
As cortinas arrumadas
As de chitão
As sinceras
E as que restaram
Descortinei meu eu dentro das janelas da minha vida
Como quem pela primeira vez se apaixona
Pela vista lá fora
Descortinei...
Olhando cada verso e estrofe com uma paz deliberada
As cortinas rasgadas
As de seda
As novas
E as empoeiradas
Descortinei minhas verdades como quem decora canções
Escutando a melodia casada na letra numa fome inalterada
As cortinas costuradas
As de linho
As primeiras
E as encostadas
Descortinei a mulher que sou como quem cria histórias infantis
Namorando partes e personagens com uma alegria descontrolada
As cortinas arrumadas
As de chitão
As sinceras
E as que restaram
Descortinei meu eu dentro das janelas da minha vida
Como quem pela primeira vez se apaixona
Pela vista lá fora
Descortinei...
Agradecimento
Recordo o dia que cresci
Um pouco mais
Além do comum crescimento humano
E suas conhecidas implicações
Lembro o dia que cresci
Um crescimento de lágrima
Caída nas palavras
As palavras tuas, tão duras
Tão sinceras, tão eu
Por um momento parei ali
Calada, embasbacada, olhando a soma
A mistura de adjetivos e dizeres
Mentirosos? Não
Exagerados? Não
Cruéis? Não
Era eu em cada sinonímia
E parei ali, inerte a me olhar na tua escrita
E fui crescendo, num banho morno de lágrimas necessárias
E fui me aglutinando, num despertar de animal em casca de ovo
Completamente despida tal qual um feto
Que mirando as primeiras horas do mundo lá fora:
Chora...
Obrigada!
Obrigada!
Um pouco mais
Além do comum crescimento humano
E suas conhecidas implicações
Lembro o dia que cresci
Um crescimento de lágrima
Caída nas palavras
As palavras tuas, tão duras
Tão sinceras, tão eu
Por um momento parei ali
Calada, embasbacada, olhando a soma
A mistura de adjetivos e dizeres
Mentirosos? Não
Exagerados? Não
Cruéis? Não
Era eu em cada sinonímia
E parei ali, inerte a me olhar na tua escrita
E fui crescendo, num banho morno de lágrimas necessárias
E fui me aglutinando, num despertar de animal em casca de ovo
Completamente despida tal qual um feto
Que mirando as primeiras horas do mundo lá fora:
Chora...
Obrigada!
Obrigada!
Dias
Olho meus dias com paciência adolescente
Minhas idéias envelheceram mas os sonhos não
Teimam em não crescer, com uma fome exagerada
Sou apenas eu agora e estes sonhos moleques
Mais nada
Já tive medo de mim, não, medo não, pavor
Pavor da falta de amor com que me atirava
Rumo às paixoes travestidas de ilusão
Pavor da mulher olhando a estrada
A vida, a luta, a alvorada
Hoje o pavor virou uma saudade, uma piedade
Da menina presa no corpo da fêmea rainha
O pavor é vapor de um trem que sumiu na aurora
O pavor é amor agora
Destarte
Chega de poemas, por hora,
Que os poemas nos mostram demais
A alma despida das vestes casuais
Que a vida, esta cigana, nos obrigou usar
Chega de poemas e apontamentos
A vida é mais que isso, coração
A vida é evolução.
Minhas idéias envelheceram mas os sonhos não
Teimam em não crescer, com uma fome exagerada
Sou apenas eu agora e estes sonhos moleques
Mais nada
Já tive medo de mim, não, medo não, pavor
Pavor da falta de amor com que me atirava
Rumo às paixoes travestidas de ilusão
Pavor da mulher olhando a estrada
A vida, a luta, a alvorada
Hoje o pavor virou uma saudade, uma piedade
Da menina presa no corpo da fêmea rainha
O pavor é vapor de um trem que sumiu na aurora
O pavor é amor agora
Destarte
Chega de poemas, por hora,
Que os poemas nos mostram demais
A alma despida das vestes casuais
Que a vida, esta cigana, nos obrigou usar
Chega de poemas e apontamentos
A vida é mais que isso, coração
A vida é evolução.
domingo, 17 de outubro de 2010
Efeito
A moda das máscaras notadamente passou
A temporada dos efeitos chegou com tudo
As tendências
Os estilos
Agora o fashion das vidas é o efeito
As máscaras ficaram vintage
As máscaras guardadas no armário
No fim da estação
Reino dos efeitos
Os efeitos sonoros
Os efeitos poéticos
Os efeitos dos contrastes
Os efeitos visuais
Os efeitos de causar impacto
Tudo é efeito
Costurado em linha frágil e brilhante
Mas efeito
Todos querem causar efeito
Abandonados que estão de suas máscaras
Desfilam na passarela da vida, os efeitos
Efeitos para impressionar ou não
Efeitos
Efeitos sem márcaras
Efeitos com ou sem mostrar defeitos
Temporada de efeitos
Muito brilho
E bem maior sagacidade para enxergar o conteúdo
Tempora de efeito
Vistam-se!
A temporada dos efeitos chegou com tudo
As tendências
Os estilos
Agora o fashion das vidas é o efeito
As máscaras ficaram vintage
As máscaras guardadas no armário
No fim da estação
Reino dos efeitos
Os efeitos sonoros
Os efeitos poéticos
Os efeitos dos contrastes
Os efeitos visuais
Os efeitos de causar impacto
Tudo é efeito
Costurado em linha frágil e brilhante
Mas efeito
Todos querem causar efeito
Abandonados que estão de suas máscaras
Desfilam na passarela da vida, os efeitos
Efeitos para impressionar ou não
Efeitos
Efeitos sem márcaras
Efeitos com ou sem mostrar defeitos
Temporada de efeitos
Muito brilho
E bem maior sagacidade para enxergar o conteúdo
Tempora de efeito
Vistam-se!
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Ampulheta
Areia e vidro
Nada mais
Tempo coalhando tempo
E por que?
Porque a vida é tão curta
Ampulheta
A areia cai lentamente
O vidro observa, impassível
E por que?
Porque a vida é muito curta
Então viva!
Deixe a mera existência e viva
A sua vida, a sua escolha
De como será ou não
O percurso ou o fim
Ampulheta
Com esta ou aquela areia
Porque a vida é tão curta
Não importa como acaba
Não importa o quanto dura
Ela é mesmo tão curta
Ninguém vai vivê-la pra você
Vão opinar
babar, criticar, tentar decifrar
Ampulheta
Mas ela, a vida, será sempre só sua
Então escolha o que fará com ela
Porque afinal de contas
Ela é mesmo muito curta
Instantânea o suficiente para ser linda
Breve o suficiente para ser justa
Rápida o suficiente para ser inesquecível
Curta o suficiente para se fazer
tudo pelo que é imenso: AMOR.
Nada mais
Tempo coalhando tempo
E por que?
Porque a vida é tão curta
Ampulheta
A areia cai lentamente
O vidro observa, impassível
E por que?
Porque a vida é muito curta
Então viva!
Deixe a mera existência e viva
A sua vida, a sua escolha
De como será ou não
O percurso ou o fim
Ampulheta
Com esta ou aquela areia
Porque a vida é tão curta
Não importa como acaba
Não importa o quanto dura
Ela é mesmo tão curta
Ninguém vai vivê-la pra você
Vão opinar
babar, criticar, tentar decifrar
Ampulheta
Mas ela, a vida, será sempre só sua
Então escolha o que fará com ela
Porque afinal de contas
Ela é mesmo muito curta
Instantânea o suficiente para ser linda
Breve o suficiente para ser justa
Rápida o suficiente para ser inesquecível
Curta o suficiente para se fazer
tudo pelo que é imenso: AMOR.
sábado, 9 de outubro de 2010
Abajur
Sonhei com meu antigo abajur de ouro
Presente, lindo presente
e acordei recordando
O dia exato que perdi tudo
Olhei meu mundo de agora
E me lembrei do exato instante
Em que eu perdi tudo
Tudo que o ser humano dá valor
Tudo que o ser humano presa
Hoje eu me lembrei
Da data
Da hora
Minutos e segundos
Em que eu perdi tudo
e lá se vão quase três anos
Em que me vi completamente
Só
Na imensidão da casa vazia
Destruída
Semi quebrado por mim
O pouco que restou
Hoje eu lembrei do exato momento
Em que eu perdi tudo
Inclusive o lindo abajur
E sorri
Lembrei que
Eu perdi tudo
E ganhei a mim!
Presente, lindo presente
e acordei recordando
O dia exato que perdi tudo
Olhei meu mundo de agora
E me lembrei do exato instante
Em que eu perdi tudo
Tudo que o ser humano dá valor
Tudo que o ser humano presa
Hoje eu me lembrei
Da data
Da hora
Minutos e segundos
Em que eu perdi tudo
e lá se vão quase três anos
Em que me vi completamente
Só
Na imensidão da casa vazia
Destruída
Semi quebrado por mim
O pouco que restou
Hoje eu lembrei do exato momento
Em que eu perdi tudo
Inclusive o lindo abajur
E sorri
Lembrei que
Eu perdi tudo
E ganhei a mim!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Carona
Nas curvas da vida
eu vejo ELE
lá sentado na estrada
Eu sempre páro e pergunto
Quer carona?
E ELE sorri e diz
Não! Não estou pedindo carona moça!
Fico curiosa
Quero saber porque ELE está sempre ali
Na minha estrada
Volto o carro da vida várias vezes e repito
Quer carona?
ELE repete sem cansar
Não! Não estou pedindo carona moça!
Acabo por desistir de lhe oferecer carona
Volto, desço, me sento ao lado dele na estrada
e falo sorrindo
Me dá um cigarro?
E ELE ri...
eu vejo ELE
lá sentado na estrada
Eu sempre páro e pergunto
Quer carona?
E ELE sorri e diz
Não! Não estou pedindo carona moça!
Fico curiosa
Quero saber porque ELE está sempre ali
Na minha estrada
Volto o carro da vida várias vezes e repito
Quer carona?
ELE repete sem cansar
Não! Não estou pedindo carona moça!
Acabo por desistir de lhe oferecer carona
Volto, desço, me sento ao lado dele na estrada
e falo sorrindo
Me dá um cigarro?
E ELE ri...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Cacos
Hoje o inteiro é sem valor
Tem importância os cacos
Cacos de idéias
Cacos de sentimento
Cacos de coragem
Cacos de sinceridade
Caso demonstres algo
Na forma passional
Irracional
Exagerada reação
Ou chore [este então é o pior dos crimes atuais]
Serás visto como inteiro
Não serve!
Mas experimentes ser frio
Muito frio, iceberguicamente frio
Não somente racional ou prático
Mas gélido
Não te importes em estar só
Em ficar só
Digas um adeus com facilidade
E sim! Servirás!
Não serás inteiro, serás caco
E cacos estão em alta
É o advento dos cacos
O milênio dos cacos
Inteiros estão ultrapassados
Saída?
Despedaça-te!
Tem importância os cacos
Cacos de idéias
Cacos de sentimento
Cacos de coragem
Cacos de sinceridade
Caso demonstres algo
Na forma passional
Irracional
Exagerada reação
Ou chore [este então é o pior dos crimes atuais]
Serás visto como inteiro
Não serve!
Mas experimentes ser frio
Muito frio, iceberguicamente frio
Não somente racional ou prático
Mas gélido
Não te importes em estar só
Em ficar só
Digas um adeus com facilidade
E sim! Servirás!
Não serás inteiro, serás caco
E cacos estão em alta
É o advento dos cacos
O milênio dos cacos
Inteiros estão ultrapassados
Saída?
Despedaça-te!
Pois é
Vida matreira
Pois é
Põe você na minha mente
Com uma pasmaceira cinica
Inconsequente
Pois é
E se não é?
Ah deixa ser!
Lá vem de novo
Você!
Cair nas graças
Da minha sinapse neural
Incômodo
Repetitivo
Feito velho topico frasal
Pois é!
O que é?
Deixa quieto
Pois é
E se der?
Há de ser de novo
Tomara!
Pois é
Põe você na minha mente
Com uma pasmaceira cinica
Inconsequente
Pois é
E se não é?
Ah deixa ser!
Lá vem de novo
Você!
Cair nas graças
Da minha sinapse neural
Incômodo
Repetitivo
Feito velho topico frasal
Pois é!
O que é?
Deixa quieto
Pois é
E se der?
Há de ser de novo
Tomara!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Bicho
Cascudinho
Doentio
Insistente
Garras afiadas
Sanguessugnadamente enlouquecedor
Inexplicável
Cauterizante
Despedaçador
Bicho de mão
Alma
Coração
Bicho Saudade
que devora
suga
enruga
enferruja
e renasce toda temporada
Bicho Saudade
e a eterna estrada
...
Doentio
Insistente
Garras afiadas
Sanguessugnadamente enlouquecedor
Inexplicável
Cauterizante
Despedaçador
Bicho de mão
Alma
Coração
Bicho Saudade
que devora
suga
enruga
enferruja
e renasce toda temporada
Bicho Saudade
e a eterna estrada
...
sábado, 2 de outubro de 2010
Imperfeita
Não se engane
Não queira se enganar
Nada mudará
Eu sou este avesso
Este traçado de linha recortada
Amontoado de ilógica
Imperfeita
Total e cabalmente imperfeita
Guardando com esmero
Todos os defeitos possíveis
E os ainda não catalogados
Não queira se iludir
Nada que fizer mudará este fato
Sou imperfeita
Não seria o contrário
Nem que ousasse
Nem que quisesse
A verdade é que não ouso
A verdade é que não quero
Não ser imperfeita
Vem para o meu mundo
de imperfeição
Ciente dele
e assim
Somente assim
Já ciente, poderá me conhecer inteira
Inteiramente
IMPERFEITA
Não queira se enganar
Nada mudará
Eu sou este avesso
Este traçado de linha recortada
Amontoado de ilógica
Imperfeita
Total e cabalmente imperfeita
Guardando com esmero
Todos os defeitos possíveis
E os ainda não catalogados
Não queira se iludir
Nada que fizer mudará este fato
Sou imperfeita
Não seria o contrário
Nem que ousasse
Nem que quisesse
A verdade é que não ouso
A verdade é que não quero
Não ser imperfeita
Vem para o meu mundo
de imperfeição
Ciente dele
e assim
Somente assim
Já ciente, poderá me conhecer inteira
Inteiramente
IMPERFEITA
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Querer
Cresci ouvindo as pessoas dizendo
que eu era filha de um homem louco
Fui aos poucos avaliando o que os outros
consideravam como loucura naquele homem
Olhava para ele ali na mesa
os gestos, o estilo, as frases
Na verdade eu não estava procurando por ele
estava procurando a tal da loucura
Ele me disse certo dia que
Quando alguém quer algo, vai lá e faz
sem rodeios, sem desculpas, sem meio termo
vai lá e faz
Então assustada eu indaguei
Mas e se não der pra ir ou pra fazer?
O que a pessoa que quer faz?
Ele respondeu assim
Se não der é porque a pessoa não quer
No querer não existe este troço de não dá
Quando alguém quer algo, vai lá e faz
repetiu ele, dando por encerrada a questão
Foi aí que eu conheci a famosa loucura de meu pai
e compreendi que aquilo que passaram a vida toda
me ensinando que era a loucura de um homem
Era na verdade o que eu queria ter
A certeza do QUERER
...
que eu era filha de um homem louco
Fui aos poucos avaliando o que os outros
consideravam como loucura naquele homem
Olhava para ele ali na mesa
os gestos, o estilo, as frases
Na verdade eu não estava procurando por ele
estava procurando a tal da loucura
Ele me disse certo dia que
Quando alguém quer algo, vai lá e faz
sem rodeios, sem desculpas, sem meio termo
vai lá e faz
Então assustada eu indaguei
Mas e se não der pra ir ou pra fazer?
O que a pessoa que quer faz?
Ele respondeu assim
Se não der é porque a pessoa não quer
No querer não existe este troço de não dá
Quando alguém quer algo, vai lá e faz
repetiu ele, dando por encerrada a questão
Foi aí que eu conheci a famosa loucura de meu pai
e compreendi que aquilo que passaram a vida toda
me ensinando que era a loucura de um homem
Era na verdade o que eu queria ter
A certeza do QUERER
...
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Agenda II
Ausência de hora para surgir
Sem data ou predeterminação
Codificou o calendário
Num momento vário
Pegou de supetão
Os meus verbetes condensados
Receitados
Renovados em minha mão
Assim resolvi hoje rimar
Com a mesma despretensão
Que não se escolhe amar
Planejar
Habituar
Continuar
Segurando a nectarina na mão distraída
Olhando o passar traquinas da vida
Até ele surgir nas páginas da agenda amada
Até a febre voltar e largar a fruta
Abrupta
Na inobservâncias das horas
Demora
Devora
A agenda lá parada
Remendada de nada
A janela de msn elevada
Espalhadas
Palavras
Desculpas
Os "Eu te amo" vários
Sem horário
E sonhei
Amor
Mais uma vez me aglutinei
E na agenda anotei
A velha dor
...
Sem data ou predeterminação
Codificou o calendário
Num momento vário
Pegou de supetão
Os meus verbetes condensados
Receitados
Renovados em minha mão
Assim resolvi hoje rimar
Com a mesma despretensão
Que não se escolhe amar
Planejar
Habituar
Continuar
Segurando a nectarina na mão distraída
Olhando o passar traquinas da vida
Até ele surgir nas páginas da agenda amada
Até a febre voltar e largar a fruta
Abrupta
Na inobservâncias das horas
Demora
Devora
A agenda lá parada
Remendada de nada
A janela de msn elevada
Espalhadas
Palavras
Desculpas
Os "Eu te amo" vários
Sem horário
E sonhei
Amor
Mais uma vez me aglutinei
E na agenda anotei
A velha dor
...
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Agenda I
Agendei todas as tarefas para ontem
Larguei os apontamentos numa agenda nova
Que não pretendo abrir
Anotei os nomes que quero esquecer
Um a um
E no instante de anotar
Já havia esquecido todos
Perdi o celular de propósito
Tentarão em vão me encontrar
Não quero obrigar ninguém a se lembrar
Desejo que pareça coisa do acaso, o descaso
Que não é descaso, é renovação
Não é nada
Que tenham falado, feito ou testato
São novos ares, novas viagens de percepção
Cortei alguns retratos, fiz várias montagens
Do que nunca ocorreu
Amontoei tudo na agenda nova
Que não ousarei queimar
Ao menos desta vez não
E olhei calada
Na nova agenda amada
Algumas repetições
Algumas velhas existências
Que não rasgarei
Que não deletarei
Que não esquecerei
Por escolha? Claro que não
Por opção? Tampouco
São marcas d'água nas minhas cédulas vivas
Nos documentos que chegaram até mim por resolução
Da vida, do destino, dos desejos, da emoção
São insistências
Insistências teimosinhas junto a mim
Que me levam até a curiosidade
De mais uma vez vivê-las, degustá-las
Em saudade, poesia e canção
E uma daquelas, verbi gratia
No canto mais empoeirado
Da agenda nova vislumbrei:
VOCÊ...
Larguei os apontamentos numa agenda nova
Que não pretendo abrir
Anotei os nomes que quero esquecer
Um a um
E no instante de anotar
Já havia esquecido todos
Perdi o celular de propósito
Tentarão em vão me encontrar
Não quero obrigar ninguém a se lembrar
Desejo que pareça coisa do acaso, o descaso
Que não é descaso, é renovação
Não é nada
Que tenham falado, feito ou testato
São novos ares, novas viagens de percepção
Cortei alguns retratos, fiz várias montagens
Do que nunca ocorreu
Amontoei tudo na agenda nova
Que não ousarei queimar
Ao menos desta vez não
E olhei calada
Na nova agenda amada
Algumas repetições
Algumas velhas existências
Que não rasgarei
Que não deletarei
Que não esquecerei
Por escolha? Claro que não
Por opção? Tampouco
São marcas d'água nas minhas cédulas vivas
Nos documentos que chegaram até mim por resolução
Da vida, do destino, dos desejos, da emoção
São insistências
Insistências teimosinhas junto a mim
Que me levam até a curiosidade
De mais uma vez vivê-las, degustá-las
Em saudade, poesia e canção
E uma daquelas, verbi gratia
No canto mais empoeirado
Da agenda nova vislumbrei:
VOCÊ...
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Sem escrever agora
somente sentir
e somente sei sentir musicalmente
então segue
a única canção que neste instante
me ocorre:
É só pensar em você
Que muda o dia
Minha alegria dá pra ver
Não dá pra esconder
Nem quero pensar se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu
E eu vou só pensar em você
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
vontade de viver mais
Em paz com o mundo e comigo
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
Em paz com o mundo e consigo
somente sentir
e somente sei sentir musicalmente
então segue
a única canção que neste instante
me ocorre:
É só pensar em você
Que muda o dia
Minha alegria dá pra ver
Não dá pra esconder
Nem quero pensar se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu
E eu vou só pensar em você
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
vontade de viver mais
Em paz com o mundo e comigo
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
Em paz com o mundo e consigo
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Totalidade
Eu tenho tudo
Tenho
Tudo
Tudo mesmo
Mesmo o tudo
Mas o tudo
Tenho que ter
Não sei não ter
Ou ter metade
Só me cabe o tudo
Tenho
Tudo
Mas somente o nada
Me incomoda
O nada me prova
O gosto às vezes amargo
De tudo
Tenho
Continuarei tendo
Tudo
Sou para ter tudo
Tudo me ama
Tudo me procura
Tudo adora ser meu
Tudo vem até mim
Por vontade própria
Não gosto de pedir
Não sei pedir
Senhor Tudo
Moço Tudo
Jovem Tudo
Velho Tudo
Aquele Tudo
Quaisquer Tudo
Tenho mesmo
Tudo
Sou deveras mimada
De Tudo
Estou extremamente mal acostumada
Por Tudo
...
Tenho
Tudo
Tudo mesmo
Mesmo o tudo
Mas o tudo
Tenho que ter
Não sei não ter
Ou ter metade
Só me cabe o tudo
Tenho
Tudo
Mas somente o nada
Me incomoda
O nada me prova
O gosto às vezes amargo
De tudo
Tenho
Continuarei tendo
Tudo
Sou para ter tudo
Tudo me ama
Tudo me procura
Tudo adora ser meu
Tudo vem até mim
Por vontade própria
Não gosto de pedir
Não sei pedir
Senhor Tudo
Moço Tudo
Jovem Tudo
Velho Tudo
Aquele Tudo
Quaisquer Tudo
Tenho mesmo
Tudo
Sou deveras mimada
De Tudo
Estou extremamente mal acostumada
Por Tudo
...
Desnecessariedade
Sim
A palavra é esta mesmo
E não pretendo consultar
O google para sanar dúvidas
Da existência dela
Pouco me importa que exista
Contanto sirva ao meu propósito
De dizer que quero tudo
Tudo com uma fome pretoriana
De mulher menina em loucura morna
De dizeres vários e mimos sequenciais
Não quero limitações, já envelheceram
No primeiro instante que surgiram
Tenho desnecessariedade sim
Pois toda necessidade que tenho
Alimento
Desnecessariedade me pedir cautela
Desnecessariedade me pedir juízo
Desnecessariedade esperar de mim certezas
Toda desnecessariedade de comuns
Enfim
Que já me cansei de escrever
Esta palavra imensa
E só
A palavra é esta mesmo
E não pretendo consultar
O google para sanar dúvidas
Da existência dela
Pouco me importa que exista
Contanto sirva ao meu propósito
De dizer que quero tudo
Tudo com uma fome pretoriana
De mulher menina em loucura morna
De dizeres vários e mimos sequenciais
Não quero limitações, já envelheceram
No primeiro instante que surgiram
Tenho desnecessariedade sim
Pois toda necessidade que tenho
Alimento
Desnecessariedade me pedir cautela
Desnecessariedade me pedir juízo
Desnecessariedade esperar de mim certezas
Toda desnecessariedade de comuns
Enfim
Que já me cansei de escrever
Esta palavra imensa
E só
Quedar inerte
Olhei as mãos novamente
Aquelas mãos que me remetiam a infância
Nos moldes de minha mãe tentando alçar
Minha alma à produção de Luzes da Ribalta
Quedei inerte absorta nas mãos
Soltas no ar com uma desenvoltura guerra
Única, musical, ainda que sem som
Namorei aquelas mãos, a inocência em disfarce
As mãos
Sempre aquelas mãos
Que me dedilham sonhos
Não eróticos como julgará afoito o leitor
Sonhos infantis de carinho e paz
Quedei inerte olhando as mãos digladiando no ar
Sinceras, firmes, a devorar o nada
As mãos cujos contornos decorei folgazã
E em delírios de menina, imaginei nas minhas
Tantas e complexas vezes
Quedei
Mais uma vez quedei inerte
Ante a beleza daquelas mãos
Tão preciosas a mim
Encanto mora mais no movimento ou
Nas mãos propriamente ditas?
Ousarão indagar
E matreira, responderei:
Em ambos
Num uníssono surreal semi melancólico
O silêncio daquelas mãos me inquieta
O som que aquelas mãos provoca me esvazia
Da fome de excentricidade e exagero
E por instantes coloquiais
Sou jogada em mundo próprio,
Desmistificador metafórico
E?
Quedo inerte a fome de beijar as mãos
Amadas, adoradas, necessárias
Perderia toda minha coleção de anéis
Em cada um daqueles nós de dedos ufanizados
Quedei
Quedei sim, inerte
Mais uma vez diante daquelas mãos
No universo quase palpável
de olhá-las
...
Aquelas mãos que me remetiam a infância
Nos moldes de minha mãe tentando alçar
Minha alma à produção de Luzes da Ribalta
Quedei inerte absorta nas mãos
Soltas no ar com uma desenvoltura guerra
Única, musical, ainda que sem som
Namorei aquelas mãos, a inocência em disfarce
As mãos
Sempre aquelas mãos
Que me dedilham sonhos
Não eróticos como julgará afoito o leitor
Sonhos infantis de carinho e paz
Quedei inerte olhando as mãos digladiando no ar
Sinceras, firmes, a devorar o nada
As mãos cujos contornos decorei folgazã
E em delírios de menina, imaginei nas minhas
Tantas e complexas vezes
Quedei
Mais uma vez quedei inerte
Ante a beleza daquelas mãos
Tão preciosas a mim
Encanto mora mais no movimento ou
Nas mãos propriamente ditas?
Ousarão indagar
E matreira, responderei:
Em ambos
Num uníssono surreal semi melancólico
O silêncio daquelas mãos me inquieta
O som que aquelas mãos provoca me esvazia
Da fome de excentricidade e exagero
E por instantes coloquiais
Sou jogada em mundo próprio,
Desmistificador metafórico
E?
Quedo inerte a fome de beijar as mãos
Amadas, adoradas, necessárias
Perderia toda minha coleção de anéis
Em cada um daqueles nós de dedos ufanizados
Quedei
Quedei sim, inerte
Mais uma vez diante daquelas mãos
No universo quase palpável
de olhá-las
...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Lacunas
Do continente, o conteúdo
Dos acontecimentos, a praticidade
Olhar com mais calma
A realidade
E o que é real?
Na fibra momentânea do agora
Agora é lacuna recém forjada
Para mister de alvo único
Cada qual ao modo seu, visceral, causídico
A lacuna da sua ausência
A lacuna dos afazeres corriqueiros
Os espaços vários que recheiam tudo
Da parte, o todo
As lacunas me divertem mais que
O ziguezague torpe do acaso
As lacunas brilham esperando
Que eu possa dar um rumo a elas
Um rumo não, um fim
As lacunas da saudade
As lacunas das mentiras
As lacunas das decepções
As lacunas do medo
Mas as lacunas não se avizinham
Somente em dor e malfadados caminhos
Podem ter espaço, as benéficas também
Que dramatizam planos, arredondando sorrir
Lacunas de amor
Lacunas de gozo
Lacunas de esperança
Lacunas de paz
Do fim, o meio
Para alinhar o exato instante que o espaço se delimita
A lacuna de cada pensamento ajaezado no sentir
Trabalho árduo do cotidiano por excelência
O preenchimento das lacunas
Como num interim de renovar sentidos
Lacunas várias
Lacunas necessárias
Lacunas
...
Dos acontecimentos, a praticidade
Olhar com mais calma
A realidade
E o que é real?
Na fibra momentânea do agora
Agora é lacuna recém forjada
Para mister de alvo único
Cada qual ao modo seu, visceral, causídico
A lacuna da sua ausência
A lacuna dos afazeres corriqueiros
Os espaços vários que recheiam tudo
Da parte, o todo
As lacunas me divertem mais que
O ziguezague torpe do acaso
As lacunas brilham esperando
Que eu possa dar um rumo a elas
Um rumo não, um fim
As lacunas da saudade
As lacunas das mentiras
As lacunas das decepções
As lacunas do medo
Mas as lacunas não se avizinham
Somente em dor e malfadados caminhos
Podem ter espaço, as benéficas também
Que dramatizam planos, arredondando sorrir
Lacunas de amor
Lacunas de gozo
Lacunas de esperança
Lacunas de paz
Do fim, o meio
Para alinhar o exato instante que o espaço se delimita
A lacuna de cada pensamento ajaezado no sentir
Trabalho árduo do cotidiano por excelência
O preenchimento das lacunas
Como num interim de renovar sentidos
Lacunas várias
Lacunas necessárias
Lacunas
...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Anexos e nexos
Por anexos ou nexos
Nunca tive a mínima pretensão de ser entendida
No início foram os versos imensos
Rasgados no canto dos cadernos juvenis
Depois as músicas, frisadas de metáforas
Em anexo, nunca um ponto final
Sem nexo, uma série de reticências
Nunca tive a tenra vontade de ser aceita
Primeiro chegaram as mudanças
Chamaram consigo as divergências
Os poemas mudaram muito
As músicas nem tanto
Continuaram na função de desaguar o todo
Nunca tive a velha esperança de ser comum
Que pulverizava a turma daquela década
Em anexo, a mochila esfarrapada
Sem nexo, as fugas pelas estradas
Cabelos de um azul marinho chocante
Pinturas na parede nua do quarto
Vinis emoldurando histórias
O olhar curioso do pai
A paz inalterada da mãe
Anexos, os olhos na paisagem
Sem nexo, a saudade da casa donde tantas vezes fugi
Nunca tive a mínima pretensão de ter nexo
Anexas, as minhas vontades inabaláveis
Sem nexo, a necessidade de explicação
Anexos e nexos
Nunca tive
...
Nunca tive a mínima pretensão de ser entendida
No início foram os versos imensos
Rasgados no canto dos cadernos juvenis
Depois as músicas, frisadas de metáforas
Em anexo, nunca um ponto final
Sem nexo, uma série de reticências
Nunca tive a tenra vontade de ser aceita
Primeiro chegaram as mudanças
Chamaram consigo as divergências
Os poemas mudaram muito
As músicas nem tanto
Continuaram na função de desaguar o todo
Nunca tive a velha esperança de ser comum
Que pulverizava a turma daquela década
Em anexo, a mochila esfarrapada
Sem nexo, as fugas pelas estradas
Cabelos de um azul marinho chocante
Pinturas na parede nua do quarto
Vinis emoldurando histórias
O olhar curioso do pai
A paz inalterada da mãe
Anexos, os olhos na paisagem
Sem nexo, a saudade da casa donde tantas vezes fugi
Nunca tive a mínima pretensão de ter nexo
Anexas, as minhas vontades inabaláveis
Sem nexo, a necessidade de explicação
Anexos e nexos
Nunca tive
...
Vazio
Pois é
Daqueles dias que não faltam palavras
Mas sobeja o Vazio para colocá-las
Daqueles dias de impaciência conotativa
Onde o Vazio não é ausência, é opção
Um daqueles dias que idéias não mudariam nada
Então impera o Vazio, rei das situações imutáveis
Senhor Vazio, o tal cara valente que corteja o silêncio
Um daqueles dias que as verdades surgem
Dilaceradoras e imperativas requisitando consciência
Local que Vazio sempre encontra pra perpetuar
Dia de Vazio com excesso de palavras caladas
Um daqueles dias que não são de TPM
mas descontrolam bem mais
Dia de Vazio apenas
Um dia de enfrentar verdades
Necessário ter estes dias às vezes
Vazio não, nunca é necessário
mas acompanha as verdades
Que bom que o dia passa
e Vazio também
...
Daqueles dias que não faltam palavras
Mas sobeja o Vazio para colocá-las
Daqueles dias de impaciência conotativa
Onde o Vazio não é ausência, é opção
Um daqueles dias que idéias não mudariam nada
Então impera o Vazio, rei das situações imutáveis
Senhor Vazio, o tal cara valente que corteja o silêncio
Um daqueles dias que as verdades surgem
Dilaceradoras e imperativas requisitando consciência
Local que Vazio sempre encontra pra perpetuar
Dia de Vazio com excesso de palavras caladas
Um daqueles dias que não são de TPM
mas descontrolam bem mais
Dia de Vazio apenas
Um dia de enfrentar verdades
Necessário ter estes dias às vezes
Vazio não, nunca é necessário
mas acompanha as verdades
Que bom que o dia passa
e Vazio também
...
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Transpor Inverso
Quero tua existência tocável
No transpor das realidades em que
Coagulas ilusões de tela e bytes
Quero deixar tua base livre
Para pintares as matizes quando decidires
No momento que desejares
Fico ao lado, namorando teu contorno
Fico em silêncio, devorando tua voz única
Na onisciência quente de ambos
Do que sei que sabes, que ambos sabemos
Do ponto, cada reticência, cada traçado
E assim
Deixo livre tua figura real, a tua vontade
Completamente intacta dentro de mim
Para materializares caso aprouveres
A tua figura já tão conhecida
Além do desconhecido que criaste
Para que eu conheça a ti
Cada vez mais
...
No transpor das realidades em que
Coagulas ilusões de tela e bytes
Quero deixar tua base livre
Para pintares as matizes quando decidires
No momento que desejares
Fico ao lado, namorando teu contorno
Fico em silêncio, devorando tua voz única
Na onisciência quente de ambos
Do que sei que sabes, que ambos sabemos
Do ponto, cada reticência, cada traçado
E assim
Deixo livre tua figura real, a tua vontade
Completamente intacta dentro de mim
Para materializares caso aprouveres
A tua figura já tão conhecida
Além do desconhecido que criaste
Para que eu conheça a ti
Cada vez mais
...
Belo Retorno
Mirando madeixas
codificando um sorriso
rendado de lembranças
a Boneca de Porcelana
a Branca de Neve
Namorando os fios negros
emoldurados ao redor da pele
negros, negros, absurdamente
negros tal qual a noite
O retorno a tudo que é importante
costurado em visual se expondo
Mas por que?
Ora
Porque nós mulheres
somos tão simples de entender
Basta deixar ser
...
codificando um sorriso
rendado de lembranças
a Boneca de Porcelana
a Branca de Neve
Namorando os fios negros
emoldurados ao redor da pele
negros, negros, absurdamente
negros tal qual a noite
O retorno a tudo que é importante
costurado em visual se expondo
Mas por que?
Ora
Porque nós mulheres
somos tão simples de entender
Basta deixar ser
...
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
01 básico momento
Um momento básico atordoado recolhe
Nada de criar esperanças nas imagens
Ora alternadas, ora aliteradas que
Cada um decide nos passar
São espectros
Espectros Neurais
da livre tentativa absorta de ser quem não é
ou quem almejaria ser ...
Não ter pois a pueril ilusão de esperar nada
Assim se retem o engodo da decepção
Espectros são para vislumbre apenas
Destarte
No vento partem
Sem maior destruição.
Nada de criar esperanças nas imagens
Ora alternadas, ora aliteradas que
Cada um decide nos passar
São espectros
Espectros Neurais
da livre tentativa absorta de ser quem não é
ou quem almejaria ser ...
Não ter pois a pueril ilusão de esperar nada
Assim se retem o engodo da decepção
Espectros são para vislumbre apenas
Destarte
No vento partem
Sem maior destruição.
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